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Enfermeira Atenta
 


CONHECIMENTO E IMPORTÂNCIA DAS ETAPAS DA AVALIAÇÃO *

Iriane Dias Murbach **

 

 

            A avaliação é uma das atividades que ocorre dentro de um processo pedagógico. Este processo inclui outras ações que implicam na própria formulação dos objetivos da ação educativa, na definição de seus conteúdos e métodos, entre outros. A avaliação, portanto, sendo parte de um processo maior, deve ser usada tanto no sentido de um acompanhamento do desenvolvimento do estudante, como no sentido de uma apreciação final sobre o que este estudante pôde obter em um determinado período, sempre com vistas a planejar ações educativas futuras. (FREITAS, 2003)

            Acredito que a  avaliação deve  ser capaz de  descrever  quais  conhecimentos,  atitudes ou aptidões  os alunos adquiriram, ou seja, quais objetivos do ensino já foram atingidos num determinado ponto de percurso e que dificuldades   revelam relativamente a outros. Não deve ser um fim e sim um meio para diagnóstico contínuo e não apenas inicial para futuras intervenções, sem a finalidade classificatória ou excludente.

Segundo FERNANDES e FREITAS (2007) a dimensão instrucional da avaliação é relevada pela avaliação formal que a escola realiza. São aquelas práticas que envolvem o uso de instrumentos explícitos de avaliação, cujos resultados podem ser examinados objetivamente pelo aluno, à luz de um procedimento claro. A dimensão valorativa e disciplinar da avaliação é relevada pela avaliação informal que a escola realiza e diz respeito à construção, por parte do professor, de juízo de valor sobre o aluno, cujo processo de constituição está encoberto e é aparentemente assistemático.

 

Entendo que a avaliação é como uma ação provocativa do professor, desafiando o aluno a refletir sobre as experiências vividas, a formular hipóteses e direcionar seu aprendizado.  Em outro momento já escrevi sobre o que acredito ser a função da avaliação:

“ (...) avalie a aprendizagem de forma crescente, degrau a degrau, uma vez que é impossível chegar ao topo da escada com segurança sem que etapas desta subida sejam realizadas/alcançadas. Por analogia, considero o professor, o corrimão que auxilia esta jornada.” (MURBACH, 2011)

 

Instrumentos válidos e fidedignos necessitam preparo do professor com relação ao conteúdo e também a própria técnica de construção. Exigem também análise dos resultados após a aplicação. Infelizmente é incomum o professor utilizar resultados para analisar o próprio instrumento, modificar procedimentos, repensar a atividade docente, mesmo que evidencie a incidência de erro cometido pela maioria da classe.

Uma avaliação deve ter como pontos a considerar:

- Definição dos Objetivos,

- Seleção de instrumento de avaliação,

- Diagnóstico, e

- Tomada de decisão.

 

Este processo não é apenas aplicado na educação. Em gerenciamento de processos, na administração, o mesmo é conhecido como ciclo “PDCA” (Plan, Do, Check, Act), realizada de maneira contínua almejando a melhoria contínua.

 

A avaliação deve ocorrer no início do processo de aprendizagem (avaliação diagnóstica), ao longo desse (formativa ou processual) e ao final (somativa), e para isso vários instrumentos de avaliação devem ser usados, de maneira formal, com avaliações escritas, seminários, pesquisas, redações, atividades práticas, e de maneira informal com observação dos alunos no dia-a-dia, participação nas aulas, etc.

Uma forma não é nem pior, nem melhor que a outra, elas apenas têm objetivos diferenciados que devem ser conhecidos e aplicados com propriedade e responsabilidade por nós professores.

 

 

REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS

 

FERNANDES, C.O.; FREITAS,L.C.  Indagações sobre currículo : currículo e avaliação .         Brasília :  Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. 44 p.

 

FREITAS, Luiz Carlos. Ciclos, seriação e avaliação. São Paulo: Editora Moderna, 2003.

 

MURBACH,I.D.  Avaliação justa e ética é possível?  Dissertação realizada para a disciplina “Avaliação Educacional” no curso de especialização EAD: Formação de Docentes para o ensino de enfermagem em nível técnico e superior, UNINOVE, 2011. Não publicado.

* Trabalho realizado para a disciplina “Avaliação Educacional” no curso de especialização EAD: Formação de Docentes para o ensino de enfermagem em nível técnico e superior

** Enfermeira;  Administradora Hospitalar.

 

 



Escrito por Iriane Murbach às 20h06
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AVALIAÇÃO JUSTA E ÉTICA É POSSÍVEL? *

Iriane Dias Murbach **

 

Em dimensão ampla a avaliação deveria ser entendida e ser capaz de verificar se os alunos “aprenderam a ser”, ser, no sentido de conseguir autonomia para construírem seu próprio conhecimento, tirarem conclusões daquilo que estudam desenvolverem suas personalidades, competências e habilidades, reconhecer a importância do aprendizado e não somente decorarem conceitos para uma futura cobrança.

            Segundo Ramos (2001), o grande desafio para construir novos caminhos é uma avaliação com critérios de entendimento reflexivo, conectado, compartilhado e autonomizador no processo ensino/aprendizagem. Desta forma, estaremos formando cidadãos conscientes, críticos, criativos, solidários e autônomos.

Concordo com Gipps (1998) que acredita ser necessária uma mudança de paradigma na área de avaliação, passando de um modelo de testes e exames que valoriza a medição das quantidades aprendidas de conhecimentos transmitidos, para um modelo em que os aprendizes terão oportunidade de demonstrar o conhecimento que construíram e como construíram, o que entendem e o que podem fazer, isto é, um modelo que valoriza as aprendizagens quantitativas e qualitativas no decorrer do próprio processo de aprendizagem.

 

Segundo Demo (1997), não há educação nenhuma em assistir a aulas, tomar notas e ser avaliado no final do bimestre. A isso ele chama ora de instrução, ora de transmissão de conhecimento.

 

Mas seria a avaliação, portanto, apenas um instrumento oficial de medida, gerador de tensão, desnecessária? Não acredito.

A Lei 9.394/96, em seu art. 24, estabelece:

 

V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:

a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;

Independente de legislação, regulação ou normas a avaliação deve existir, de maneira que avalie a aprendizagem de forma crescente, degrau a degrau, uma vez que é impossível chegar ao topo da escada com segurança sem que etapas desta subida sejam realizadas/alcançadas. Por analogia, considero o professor, o corrimão que auxilia esta jornada.

A avaliação deve existir de maneira justa, com clareza das informações, sem julgamento do outro com críticas destrutivas, sem o temor da má interpretação ou sensação de ameaça.

A avaliação não deve ser entendida como um procedimento isolado ou separado do processo ensino-aprendizagem, mas sim fazendo parte de um conjunto de fases que formam um sistema interligado, onde todos os componentes objetivam desempenhar suas atividades corretamente, a fim de manter um retorno aos objetivos declarados da avaliação.

A arbitrariedade da prática da avaliação também se manifesta quando o aluno passa ser o único elemento da comunidade escolar que deve ser avaliado, excluindo-se, dessa forma, os demais: avaliação do projeto pedagógico, do currículo, de disciplinas, de gestão, de programas, de professor. (NUNES, 2000)

 

O filósofo e educador Carlos Cipriano Luckesi defende que:

 

“O princípio ético que pode e deve nortear a ação avaliativa do educador é a solidariedade com o educando, a compaixão; o que quer dizer desejar com o educando o seu desejo e garantir-lhe suporte cognitivo, afetivo e espiritual para que possa fazer o seu caminho de aprender e, conseqüentemente, de desenvolver-se na direção da autonomia pessoal, como sujeito que sente, pensa, quer e age em favor de si mesmo e da coletividade na qual vive e com a qual sobrevive e se realiza.”

 

É mister que a avaliação da aprendizagem deixe de ser exclusivamente classificatória ou punitiva, deixando claro que é um processo complexo e necessário que faz parte do ensino/aprendizagem, pois é uma maneira de aprimorar o planejamento do trabalho pedagógico e do projeto educativo de cada disciplina/escola e, consequentemente, do sistema de aprendizagem desempenhado ali.

A avaliação justa e ética é possível, entretanto, cabe a nós professores a mudança da postura atual, nos aprimorar, entender o processo e aplicá-lo com responsabilidade.

 

 

Referências Bibliográficas

BRASIL, Presidência da República. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e as Bases da Educação Nacional. Brasília. Publicada no DOU de 23 de dezembro de 1996.

DEMO, P. A nova LDB: Ranços e avanços. Campinas: Papirus, 1997. 9ª ed.

GIPPS, C. Avaliação de alunos e aprendizagem para uma sociedade em mudança. In: Anais do Seminário Internacional de Avaliação Educacional. Brasília: INEP, 1998.

 

LUCKESI, C.C. A base ética da avaliação da aprendizagem na escola. Capturado em http://www.luckesi.com.br/artigosavaliacao.htm, 10 dez 2011.

 

NUNES, C.S.C. Trilhas, Belém, v.1, n.2, p. 56-65, Nov  2000.

* Trabalho realizado para a disciplina “Avaliação Educacional” no curso de especialização EAD: Formação de Docentes para o ensino de enfermagem em nível técnico e superior

** Enfermeira;  Administradora Hospitalar.

 

 



Escrito por Iriane Murbach às 20h03
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Ainda trabalhando a questão de Segurança da Assistência Medicamentosa segue novo evento:

21/10/2011

Enfermeira é investigada por erro ao aplicar remédio em olhos de bebê
Enfermeira aplicou em hospital de SP nitrato de prata a 50%; correto é 1%. 

Para prevenção de oftalmia neonatal (conjuntivite) gonocócica (causada pelo gonococo ou Neisseria gonorrhoeae, bactéria que pode ser transmitida da mãe para o bebê no canal do parto, faz-se o uso do nitrato de prata a 1%. Este procedimento também é conhecido como credeização (Método de Credé)

A Academia Americana de Pediatria recomenda a profilaxia para todos os bebês, independente da via de nascimento (parto normal ou cesareana).

 No Estado de São Paulo, o  Decreto Nº 9.713, de 19 de abril de 1977 que Aprova Norma Técnica Especial relativa à preservação da saúde, e dispõe sobre a instilação obrigatória da solução de nitrato de prata a 1% nos olhos dos recém-nascidos (Método de Credé) traz no seu

Artigo 1.º - É obrigatória a instilação de uma gota de solução de nitrato de prata a 1% em cada dos olhos do recém-nascido, dentro de uma hora após o nascimento (...)

 

Instruções para "Enfermeiros Atentos"

 Acondicionamento, estabilidade do medicamento:

A solução de nitrato de prata, quimicamente puro, a 1%, com pH entre 4, 5 e 6, tem que ser envasada em frascos de vidro neutro, de cor escura providos de dispositivo conta-gotas.

Os frascos serão mantidos fechados, em local que os resguarde do calor e da luz.

Preparada e conservada nas condições acima, a solução de nitrato de prata, límpida e transparente, mantém-se estável e pode ser utilizada com eficiência, após qualquer prazo.

O aparecimento de qualquer turvação ou a formação de precipitado indicam

que a solução não poderá mais ser usada.

Técnica de Instilação

Na instilação do colírio de nitrato de prata a 1% deverá ser respeitada a técnica a seguir descrita:

 

- Limpar as pálpebras do recém-nascido, imediatamente após o nascimento, usando algodão umedecido com água destilada ou fervida. É totalmente contra-indicado o emprego de solução fisiológica ou de qualquer outra solução salina.

- Instilar o colírio durante a primeira hora após o nascimento da criança, antes dela ser levada para o berço.

- Lavar cuidadosamente as mãos antes de instilar o colírio.

- Instilar uma gota da solução de nitrato de prata a 1% em cada um dos olhos do recém-nascido

- Instilar o colírio no fundo do saco da pálpebra inferior, o que é facilitado por uma tração delicada dessa pálpebra para baixo, com um dedo.

- Manipular as pálpebras fazendo-as deslizar sobre o globo ocular, com delicados movimentos de vai e vem, para cima e para baixo, para garantir a distribuição da solução de nitrato de prata por toda a conjuntiva ocular.

- Repetir a instilação se a gota cair fora do fundo do saco conjuntival, na face externa das pálpebras ou no rebordo palpebral.

- Evitar que o colírio seja instilado diretamente sobre a córnea.

- Após a instilação, pode-se utilizar algodão/gaze SECA ou umedecido com água destilada ou fervida, para remover excesso de colírio que, eventualmente, tenha escorrido pela face. É contra-indicado o emprego de solução fisiológica ou de qualquer outra solução salina.

 

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1977/decreto%20n.9.713,%20de%2019.04.1977.htm

 

Bibliografia Consultada:

BELFORT Júnior R., FERREIRA R.C. Conjuntivites. In: AZEVEDO C.E.S., CRUZ W.M.F.G. Terapêutica em pediatria. São Paulo: Atheneu; 2001.



Escrito por Iriane Murbach às 10h15
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Esta é antiga , mas vale a lembrança:

Menina morre após receber vaselina na veia

  • 5 de dezembro de 2010 |

 Um erro de medicação pode ser entendido como qualquer erro diretamente relacionado a prescrição ou utilização do medicamento em si, antes ou durante a administração ao paciente e que possa trazer algum dano, mesmo potencial, à eficácia do tratamento medicamentoso ou causando a piora do estado deste paciente, ou dano permanente ou que levem a óbito. (DOMICIANO, 2006)

·        O que pode ter provocado o erro?

·        Quem deveria ser responsabilizado por este evento?

·        Quais medidas de prevenção e controle poderiam ser implantadas para evitar novas ocorrências?

ü A troca de frasco ocorreu por falta de cuidado por parte das pessoas responsáveis pela medicação. No caso, a falta de cuidado/desleixo fica evidenciado, dentre outros, no fato de as embalagens dos frascos serem iguais, ambos com tampas azuis, com rótulos idênticos. Isso, por si só, já revela o descuido.

ü O crime culposo (sem a intenção de cometer) trabalha com a  “previsibilidade” em relação ao resultado decorrente do descuido. Isso significa, em outros termos, que, na medida em que se age com falta de cuidado, é perfeitamente possível à pessoa normal antever que poderá causar um mal a outrem. No caso, as substâncias (soro e vaselina) não poderiam estar em frascos idênticos, com rótulos e tampas iguais, pois a possibilidade de engano e de causar problemas a pacientes é grande, ou seja, é previsível.

ü Há que destacar que os elementos responsáveis pela medicação não são aqueles que simplesmente a administram (equipe de enfermagem) mas, deve ser compartilhado com outros elementos da cadeia de produção: a compra, o envase, a identificação, a distribuição, a guarda, a prescrição e a administração propriamente dita.

ü Cansaço ou excesso de trabalho não podem ser atribuídos como fatores determinante do erro.

ü A regra dos “vários certos” deve ser observada sempre.

Vale a consulta:

http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/10_passos_seguranca_paciente.pdf

http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/erros_de_medicacao-definicoes_e_estrategias_de_prevencao.pdf

Bibliografia Consultada:

HARADA, M.J.C.S; PEDREIRA, M.L.G.; PETERLINI, M.A.S;    PEREIRA, S.R. O Erro Humano e a Segurança do Paciente Editora Atheneu, São Paulo, 2006.

MALAGUTTI, W; CAETANO, K.C. Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado. Editora Rubio, Rio de janeiro,  2009.

 

 

 



Escrito por Iriane Murbach às 02h39
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Pós Graduação EAD – Formação de Docentes

Disciplina: TECNOLOGIA APLICADA AO ENSINO

http://www.abed.org.br/noticia.asp?noticia_iD=318

Foi-nos sugerido o site da Associação Brasileira de Educação a Distância. Estava “linkado” um texto publicado em 2007. Discorre sobre a forte expansão nesse mercado. Dados finalizados no ano anterior (2006) apontaram que aproximadamente 2 milhões e 200 mil alunos estudaram pela categoria EAD: 1 em cada 80 brasileiros fizeram algum tipo de curso nessa modalidade!!!!

Impressionante! Desconhecia este número, principalmente em se tratando de um país onde o discurso e combate ao “analfabetismo e exclusão digital” tem sido forte.

Acredito na necessidade, na irreversibilidade e aumento destes índices por todas as facilidades, muitas delas relacionadas às barreiras e distâncias territoriais, ainda mais eu, “super-conectada” em computadores, smartfones, viciada em internet.

Me animo cada vez mais com as ferramentas tecnológicas disponíveis, entretanto, confesso ainda ter que me adaptar ao mundo totalmente virtual ....

Careço da “troca presencial”: aluno x professor, aluno x aluno...



Escrito por Iriane Murbach às 23h55
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Escrito por Iriane Murbach às 14h08
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Apresentação

Meu nome é Iriane Dias Murbach, recém chegada aos meus 40 anos de idade!

Sou Mulher (para meu namorado: mulherão);

Sou Mãe (tentando ser sempre mãezona para o Heitor), e,

Sou Enfermeira....

É desta última que pretendo deixar impressões sobre fatos, lembranças, questionamentos e  notícias marcantes relacionadas a minha área de atuação, tentando, na medida do possível, atualizar e levantar polêmicas neste espaço virtual...

Desejo a nós uma boa viagem!!!!



Escrito por Iriane Murbach às 13h44
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